Dez anos da banda Rock Rocket: entrevista com Noel

Com 10 anos de carreira, dois discos (Por Um Rock’n'Roll Mais Alcoólatra e Inconsequente e Rock Rocket), participação em várias coletâneas, videoclipes e um nome que percorre o país, a Rock Rocket já não é mais tão underground como no começo. Noel (voz/guitarra) falou sobre disco de vinil, a satisfação em tocar no mesmo palco em que os Raimundos, a relação da banda com o audiovisual e os lançamentos que estão por vir.

por Talita Lima

 

Rock Rocket fez um show em Manaus com os Raimundos no dia 31 de março, como foi?

Foi animal! Sou fanzaço dos Raimundos desde os 13 anos. Quer dizer, os três primeiros CDs deles que eu acompanhei muito. Eu tinha visto o show deles quando tinha 13 anos, no Olympia. Pegamos o avião com eles na ida, paramos em Brasília pra fazer conexão, fomos sentados do lado. A gente foi trocando muita ideia com o Canisso, gente finíssima. Contou várias histórias legais [risos]. O show foi animal, bem louco. O legal do show dos Raimundos, mesmo sem Rodolfo, é que a banda tem muito hit, tem muitos anos e muita música que faz sucesso. Então é muito empolgante ver o show. Em várias horas eu até me arrepiei de lembrar da sensação… eu com 13 anos ouvindo aquilo. Foi muita música, muito sucesso, foi muito legal ter conhecido eles.

Foi a primeira vez que você teve esse contato com eles?

Contato direto, sim. Na verdade eu já conhecia o Fred, o baterista que saiu. A gente cruzou algumas vezes com a outra banda dele, Supergalo. Já trocamos bastante ideia, ele também é bem gente fina.

Vocês estão completando 10 anos de banda…

Isso, completamos 10 anos. A gente começou no início de 2002, em março.

A banda têm planos de comemorar esses 10 anos? Quais são os projetos?

Este ano a gente vai relançar os nossos dois primeiros discos num só, junto com um CD bônus com raridades da banda, deve sair em duas ou três semanas. Coisas mal gravadas e toscas de quando a gente estava no começo. É bom ouvir aquelas coisas e pensar “Nossa, a gente tocava tão mal!” [risos]. Terminamos de gravar nosso disco novo, já está gravado e masterizado. Só estamos vendo como vamos lançar. A gente está conversando com selos e gravadoras. Deve sair em junho ou julho.

Vai sair em vinil também?

Provavelmente sim. Estamos trabalhando nisso.

Vocês têm um tipo de veneração por vinil?

Quem tem mais veneração é o Alan [bateria], o Juninho [baixo] também. Eu gosto, mas não sou bitolado. Não fico gastando meu pouco e escasso dinheiro com discos [risos]. O Alan tem uma coleção enorme de vinil. Inclusive, eu estava ajudando ele na mudança de casa e deu trabalho. Ainda mais porque ele se mudou pra um prédio que tem que subir dois andares de escada, que não tem elevador, carregando aquele monte de caixa de discos, é pesado pra ca*****! Obviamente eu gosto também, só não sou colecionador. É legal disco em vinil. O CD, mesmo que você não risque, se risca sozinho. E vinil dura mais, se você cuidar direito. E é mais bonito. Tem fetiche.

Tem um artista lá do Sul que se chama Plato Divorak que é muito louco, meio psicodélico, o cara é muito animal. No nosso segundo compacto, a gente regravou uma música dele. Mas no nosso primeiro compacto, fomos num show dele no Sesc Pompeia. A gente deu pra ele o disco no final do show. A primeira coisa que ele fez não foi olhar a capa, ele pegou e cheirou. Alguém faz isso com CD? Não. Com vinil, sim.

Vocês veem o vinil como alternativa pra se ganhar dinheiro com música?

Não vejo o vinil como uma coisa pra ganhar dinheiro. Dá pra você lançar, pagar o lançamento e tomar uma birita. Mas ganhar dinheiro com venda de disco? CD já é muito difícil, você ganha muito pouco. Com vinil, então, é mais difícil ainda porque tem menos gente ainda que tem toca-discos em casa. A gente faz isso mais por hobby, e tem bastante gente que gosta, e quem gosta compra. Mas não acredito que, pelo menos em curto prazo, seja uma alternativa pra se voltar a vender milhões de discos, isso falando do mainstream, não no nosso caso, logicamente [risos]. Mas não acredito. Acho que é uma coisa que sempre vai existir, vai estar sempre ali, é palpável, mas não é uma coisa que vai salvar a indústria musical da falência.

A banda lançou um clipe-curta. Vocês apostam em novos formatos? É essa a ideia?

Boa parte do que acontece com a gente não é exatamente o que a gente planejou. As coisas acontecem. Nesse caso, por exemplo, o Kapel Furman, que foi quem dirigiu esse clipe, fazia efeitos especiais de filme de terror, sangue… esse tipo de coisa… E aí fomos fazer o clipe ao vivo de “Cerveja Barata” que a gente tocou de múmia, ensanguentados. Alguém chamou ele pra colocar o sangue em nós. Depois ele chamou a gente pra fazer o clipe da música “Doidão”, tinha uma historinha, aí acabou virando um curta porque tinha uns 2 minutos de introdução. Não foi que a gente planejou fazer um clipe-curta, aconteceu.

Tem um monte de clipes que têm historinhas sem serem considerados curtas. Esse nosso clipe foi pra alguns festivais, internacionais, inclusive, de filmes B. Na verdade, nesses festivais é proibido clipe de música, então a gente chamou de curta, e virou um clipe-curta.

A gente tem um outro clipe com o Kapel, que lançou um filme chamado Pólvora Negra. Inclusive, eu fui ver ontem no cinema, estava numa mostra. O Alan foi quem produziu a trilha sonora e tem uma música nossa no filme, a “Shark Attack”. Fizemos um clipe dessa música, que é do disco novo, com imagens do filme. Então agora a gente tem também um clipe-trailer, além do clipe-curta [risos].

 

Isso é legal, vocês estão se diferenciando…

É que a gente gosta de cinema, gostamos de trabalhar com audiovisual. A gente não tem nenhum conhecimento técnico, trabalhamos com pessoas que têm. Nos encontramos com pessoas de outras áreas que gostam do mesmo que gostamos na música. Do cinema, inclusive. Aí que acabam rolando essas parcerias.

 

http://bandarockrocket.tumblr.com

Björk no Sónar São Paulo 2012

por Talita Lima

Encantadoramente excêntrica, a islandesa Björk volta ao Brasil em maio para uma apresentação no Sónar, Festival Internacional de Música Avançada e Arte New Media (em outras palavras, música de vanguarda, experimental, inovadora, apoiada no uso de novas tecnologias). Isto parece combinar perfeitamente com Björk, não? Ela que lançou seu último disco, Biophilia, como aplicativo para iPad. Muito pós-moderno.

Björk se apresenta dia 11 de maio, sexta, na mesma noite em que os nacionais Criolo e Emicida. Outras atrações do Sónar São Paulo 2012 são Mogwai, James Blake, Justice e Cee Lo Green, todos no dia 12 de maio, sábado. Mas não para por aí. Tem muito mais que pode ser conferido no site do evento www.sonarsaopaulo.com.br .

Sónar começou em Barcelona, na Espanha, em 1994, e chegou aos palcos de outras cidades do mundo a partir de 2002. Ingressos a (salgadinhos) R$ 230 (inteira) e R$ 115 (meia).

Abaixo, Björk em dois momentos diferentes.

 

Caranguejo com cérebro e sensibilidade artística

15 anos sem Chico Science

por Talita Lima

Chico Science & Nação Zumbi foi uma das bandas brasileiras mais marcantes da década de 1990. Tive a felicidade de viver o período em que CSNZ era uma sensação na música nacional. A sonoridade – Da Lama Ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996) –  me fascinava, os videoclipes me fascinavam, e a estética visual dos rapazes de Pernambuco, especialmente de Chico, era no mínimo curiosa para uma menina paulistana.  

Naquele período, a MTV ainda era a maior vitrine musical, o volume de informação era menor e mais lento, a facilidade de divulgação era igualmente menor, por isso, passar pelo estreito funil da mídia tradicional era significativo, como ainda hoje é, apesar de toda “facilidade”.

Certamente a cena Mangue tinha uma complexidade que talvez eu não pudesse entender por completo, como ainda hoje posso não entender, mas eu sabia que ali havia algo diferente, bom e duradouro. Especial.

Regional e pop ao mesmo tempo, embasado em crítica social, CSNZ misturou ritmos para criar algo inquietantemente original. Ok, pode ser que nada seja literalmente original na Música, mas a sensação de se estar ouvindo “coisa nova” já começava a ficar rara naquele tempo.

Só vi um show da Nação Zumbi, já sem Chico, muitos anos depois. E não deixou de ser excelente, diga-se. Faz 15 anos que Chico Science morreu. Senti sua perda trágica e repentina, no auge da carreira, mas também acompanhei o nome dele e o da banda entrando para a história da música brasileira. Para Chico Science, diversão era algo a ser levado a sério. Acho que Chico se divertiu como poucos.

 

Francisco de Assis França, o Chico Science. (1966 - 1997)

 

As 5 melhores de 2011

Somos O Que Ouvimos adere à tradição das listas de fim de ano e elege as 5 melhores músicas de 2011.

1 – Criolo – Não Existe Amor em SP (Nó Na Orelha, ôLôKo Records)

2 – Adele – Rolling In The Deep (21,  XL Recordings / Columbia)

3 – Arctic Monkeys – Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair (Suck It and See, Domino)

 

4 – Marcelo Camelo – Ô ô (Toque Dela, Universal Music)

 

5 – The Strokes – Under Cover Of Darkness (Angles, RCA)

Entrevista: Banda Lila

Divulgação

“Sem Internet o rock independente estaria morto”. Quem afirma é Juliano Ebeling, baterista do trio Lila formado em 2010 na pequena Barão, uma cidade de aproximadamente 6 mil habitantes, a 80 Km da capital Porto Alegre.  Nesta entrevista, justamente feita graças à Internet, ele fala sobre rock nacional, o primeiro EP da Lila, os próximos passos da banda e como trabalham duro pra firmar seu trabalho autoral.

 

por Talita Lima

 

Da onde veio a inspiração para formar uma banda de rock?
A música sempre esteve presente na vida de todos. Cada um de nós teve suas bandas, mas nunca havíamos tocado juntos, foi meio natural isso, éramos a última chance uns dos outros.

A banda tem muitas influências nacionais. Como é essa relação com o rock brasileiro?
Gostamos muito do rock nacional. Aqui no Rio Grande do Sul a cultura do rock é muito forte. Além daqueles velhos clássicos, somos influenciados por bandas da cena atual, bandas que admiramos muito como Superguidis (que infelizmente encerrou suas atividades esse ano), INI, Cartolas, Pública e tantas outras que se destacam hoje em dia.

Como vai a cena de rock independente na cidade de Barão e no Rio Grande do Sul, do ponto de vista de vocês?
Aqui na nossa cidade não existe uma cena. Somos a única banda de uma cidade de 6 mil habitantes que definitivamente não simpatizam com rock. Mas o RS está melhorando, conseguimos passar por boa parte do estado tocando nesse último ano e, pelo que percebemos, o rock está se fortalecendo, ao menos no interior.

Vocês já tocaram fora do Rio Grande do Sul? Se não, onde gostariam de tocar?
Ainda não. Estamos planejando uma pequena tour passando por SC, PR e SP em janeiro, mas ainda estamos correndo atrás disso, portanto não há nada confirmado. Se pudéssemos escolher, creio que São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia estariam na tour, e quem sabe Buenos Aires. Claro que nem tudo que a gente quer pode se realizar, mas quem sabe um dia ainda passamos por todas essas cidades citadas.

Qual a maior diferença entre uma banda da serra gaúcha e uma banda da capital?
Creio que as maiores diferenças são os bares e o público. Aqui os bares priorizam bandas covers e o público também não valoriza o trabalho autoral, mas o nosso grande empecilho em viver na Serra é a distância da capital, isso dificulta muito o deslocamento e torna as viagens muito cansativas.

A receptividade do público quanto ao trabalho autoral tem sido boa?
Sim, até nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que dizem gostar do nosso EP. Realmente deu muito trabalho, custou muito tempo e dedicação, mas até agora vem justificando todos os sacrifícios. Temos um bom número de downloads e também estamos vendendo bem os EPs físicos.

Comente um pouco sobre o processo de composição das músicas…

Geralmente as músicas são compostas por Jonas e por mim. Na verdade a maioria das músicas é de Jonas, levamos ao ensaio um esboço e então cada um trabalha seu instrumento em cima do que é proposto. Nossas letras são muito pessoais, cada um tem a sua temática e a sua inspiração, mas acho que qualquer momento ou qualquer coisa pode ser uma inspiração, sendo boa ou não.

Quem é o letrista?
As músicas do EP Faço De Conta Que Ainda Existo são todas de Jonas, mas algumas músicas do repertório são minhas. Geralmente quem compõe a música escreve a letra, talvez nos falte essa interação na hora de compor, mas isso ainda será trabalhado.

Comente sobre como a banda utiliza a Internet.

Na verdade a Internet hoje é o nosso maior meio de divulgação. Em tempos que TVs e rádios cobram pra sua música tocar, o que resta é a Internet. Todos têm as mesmas chances na Internet e é possível chegar mais longe que qualquer outro meio de comunicação, sem Internet o rock independente estaria morto.

Se pudessem abrir o show de uma banda internacional, qual seria e por quê?
Creio que seria um show do Foo Fighters. O Dave [Grohl] é um gênio e é uma banda que todos nós curtimos, mas um showzinho dos Strokes ou do Interpol também viria a calhar.

 

Lila é formada por:

Jonas Schommer (Vocal/Guitarra)

Juliano Ebeling (Bateria)

Wagner Muller (Baixo)

Download do EP Faço De Conta Que Ainda Existo
http://www.mediafire.com/?4z8eu8rv57y9wcw

facebook.com/bandalila  
twitter.com/bandalila 

www.rsbandalila.blogspot.com  

Entrevista: Banda Sober

Felipe, Vinícius, Alberto e Eduardo.

Nessa entrevista, Sober (Guarulhos, SP) fala de suas relações com público, covers, casas de show, festivais e Internet, além da experiência de ir de ônibus a Minas Gerais para tocar em um festival de bandas independentes em 2009. Você também vai descobrir que apesar das fortes influências “de peso”, a banda também se diverte com referências musicais inusitadas para uma banda de rock, provando que a música vai além das limitações por gênero.

por Talita Lima    @lima_tali

 

Todos os integrantes são de Guarulhos?

Vinícius - Sim, Alberto (baixo) e eu (bateria) somos amigos de infância, crescemos juntos. O Eduardo (guitarra e voz) eu conheço desde 2002 ou 2003 e o Felipe (guitarra base/solo) faz 1 ano e pouco que o conhecemos.

Há quanto tempo existe a Sober?

Vinícius - Sober com 3 integrantes, tem 2 ano e meio, e com o Felipe 1 ano completo.

Por que o nome Sober?

Vinícius - Gostamos de uma banda chamada TOOL e eles têm uma música chamada “Sober”. Até tentamos mudar de nome, mas por consenso geral mantivemos o nome. Descobrimos tempo depois que tem uma banda espanhola chamada Sôber, mas nada de se preocupar, né? (risos).

Qual o melhor show até agora e por quê?

Vinícius - Show do dia 12/08/11 no Musicall Rock Bar porque fizemos uma produção a mais com bandeira, camisetas… [veja foto] e o repertório estava bem bacana, variado. Pela presença de muitos amigos e por contar que foi o 1ºshow só nosso, a noite toda.

O que acham do tratamento dado às bandas novas e independentes nas casas de show?

Vinícius – O tratamento está “meia boca”, e isso parte do público, a galera não está muito aberta a novos sons, a galera quer se divertir com covers, geralmente. Mas dentro de cada show colocamos um som próprio, temos que mostrar nossas músicas próprias também.

Eduardo -  E está “meia boca” também pelas casas de show terem cota de ingresso. Quase nenhum lugar dá valor ao talento das bandas e sim ao dinheiro que irão ganhar com a cota de ingressos vendidos.

A banda já se arrependeu de tocar em algum lugar?

Vinícius - Da nossa parte não. Cada lugar, sendo ele ruim ou bom, faz parte da nossa história.

Como é tocar fora de Guarulhos?

Vinícius – Muito bom. É bom sair do porão um pouco e aos poucos estamos atrás de festivais fora do estado de são Paulo. Em 2009 tocamos em um festival em Minas Gerais, foi uma experiência sem explicação.

Conte sobre essa experiência em Minas Gerais.

Vinícius – Eu acho que foi o mais foda pra nós. Tocamos em Juiz de Fora, o Felipe (guitarra) ainda não estava na banda. Foi legal pois teve aquele “perreio” de banda… busão, chegar atrasado… Mesmo que por meia hora, fizemos um grande show. Eram dois (sons) próprios e um cover. Uma pena que não avançamos para a próxima fase.

Você lembra como foi o processo de seleção?

Vinícius - Era só mandar um som para os caras e se inscrever, nada de muito complicado.

E o festival no Blackmore Rock Bar, em São Paulo?

Vinícius – O mesmo esquema: manda um som, vende ingressos e torce pra fazer o seu melhor, o pessoal curtir e a banda passar.

Tiveram que vender ingressos para o festival de Juiz de Fora, também?

Vinícius – Não. Tivemos que pagar a inscrição, mas até aí, beleza, pois o equipamento era bom. Mas não é só no Black More, sempre que você ouvir falar em festival de bandas independentes, vai ter venda de convite.

Então vocês pagaram a inscrição e viagem até Minas Gerais, valeu a pena?

Vinícius – Pra dizer a verdade, valeu!

Existe algum um lugar/casa de show que vocês gostariam muito de tocar e ainda não tocaram?

Vinícius - Pra mim, só de estar tocando já está bom. Queria ter tocado na Led Slay, mas agora já era, fechou.

Por que na Led Slay?

Vinícius - Era uma das maiores casas de show, todos os meus amigos tocaram lá com bandas-cover. E eles estavam abrindo espaço para bandas de som próprio.

A banda começou a investir em um site oficial. As redes sociais e outras comunidades de divulgação pela Internet não são suficientes?

Vinícius – Por enquanto estamos com o site em construção, mas em breve estaremos fazendo uma divulgação bem mais pesada na Internet.

Eduardo – Sempre foi uma vontade nossa, desde o início da banda. E por todas as grande bandas terem seu próprio site, independentemente das redes sociais.

Vinícius - E também por termos achado um guitarrista [Felipe] que por coincidência trabalha com Web Design.

 O símbolo da Sober lembra o do Alice in Chains…

Vinícius - O símbolo foi criação do Felipe. Pode ter sido inspirado sim no AIC, não era a intenção, mas fico muito louco (risos).

Já que falamos de Alice in Chains, quais suas influências musicais?

Eduardo – Anos 90, Lenine , TOOL e algumas bandas novas.

Vinicius – São muitas, mas a que mais gosto é Foo Fighters, minha maior influência. E anos 80 né, tem que dançar também (risos).

Alberto – Cólera, Soundgarden e Nirvana.

Qual a trajetória musical de cada integrante antes de se juntar à Sober? E de que maneira isso contribuiu com a sonoridade que vocês alcançaram juntos?

Vinícius – O Felipe já tocou numa banda cover de Pearl Jam, e toca sempre que pode na igreja. O Eduardo já teve várias bandas antes do Sober, o que fez ter uma boa experiência para trazer ao Sober a sonoridade que tem hoje. Achamos que cada um traz sua pegada de onde veio, a forma de tocar, e até de se expressar no instrumento. E no nosso caso isso é bom porque nossa sonoridade é bem variada.

Qual a maior influência musical compartilhada por todos os membros?

Vinícius - Alice in Chains.

O que você achou da volta do Alice in Chains?

Vinícius - Pra mim, deveria ter voltado com outro nome, pois o AIC e só com Layne Staley. Então voltava como uma banda nova e pronto. Ficar usando o nome do AIC é a mesma coisa de usar o nome do Nirvana sem o Kurt Cobain, né?

E o que de mais inusitado cada um gosta de ouvir?

Felipe – Às vezes Teatro Mágico, Ana Carolina.

Eduardo – Lenine.

Alberto – Sidney Magal.

Vinicius – Bandas românticas dos anos 80, como Spandau Ballet.

A letra de “Um Ato de Coragem” critica certa “insensibilidade social”. Vocês dão muita importância a letras que passem uma mensagem ao público?

Vinícius – Sim, com certeza. Acho que todos nós temos certa indignação pelas injustiças que ocorrem em nosso país. Eu tive a inspiração quando um cara morreu tentando salvar dois moleques de se afogarem ou algo assim, e ninguém da família foi dizer um Oi para a família do cara que se sacrificou para salvá-los. Pra mim, isso já e principio do fim.

Você acha que consegue definir o tipo de público da Sober?

Vinícius – Acho que conquistamos mais aquela galera dos anos 90 e uma galera que gosta não só de um som específico mas sim que curte várias vertentes do rock.

Comente a relação da banda com covers.

Vinícius – Nossa relação com covers é bacana. Todos temos nossas preferidas, nos identificamos de um modo geral, mas sempre tem aquela que não rola uma química no ensaio. Mas basicamente estamos com essa proposta de covers variados, justamente para, atrás deles, conseguir divulgar nosso trabalho, nosso site, mostrar a nossa cara.

Eduardo – Porém, se for para agradar o público, nós tocamos [a cover] mesmo se não gostamos muito.

Um disco fundamental do rock?

Eduardo – Facelift (Alice in Chains).

Vinícius – Nevermind (Nirvana).

Felipe – Ten (Pearl Jam).

Alberto – Alice in Chains Unplugged.

 

Eduardo de Oliveira Silva: Guitarra e Voz

Vinicius de Moraes Queiroz: Bateria e Backing Vocal

 Alberto Luiz Neto: Baixo e Backing Vocal

Felipe Augusto Serrano: Guitarra Base/Solo