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Underground & Indie

Archive for setembro 2010

Entrevista com Leandro Ayuso da Mandíbula

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Leandro Ayuso Foto: Arquivo Pessoal

Leandro Ayuso atualmente se dedica ao seu projeto musical Mandíbula onde, despretensiosamente, produz “barulho” de forma independente. Reconhece-se como um autodidata perfeccionista, um paranóico em busca do entendimento da natureza humana e da paz interior em meio ao caos. Ayuso falou ao Somos O Que Ouvimos sobre sua fase atual de “músico amador” criativo mas desempregado,  sobre mídia musical independente, Internet e, claro, sobre o Mandíbula.

por Talita Lima

O que te levou a querer ser músico?

Não sei. Acho que ainda não sei bem o que é ser um. Eu gosto de música. Gosto de guitarra, de tambor, de violão! Rock. Desde pequeno meu lance era desenhar. De uma forma ou de outra meu “mecanismo biológico” sempre esteve apontado para a criatividade. Criar é o mais legal e é o onde o “músico” ou “desenhista” pode tentar parir sua arte da forma mais original e perfeita possível.  

Atualmente você se dedica apenas à música?

Não! Dedico-me também a tentar entender a natureza do ser humano, a tentar ser uma pessoa mais humana mesmo, sabe? Mas como todo bom paranóico de natureza, ando me decepcionando muito com a minha visão.  Também dedico uma boa parte do meu tempo na busca de um emprego! Ando meditando também. É uma atividade interessante. Buscar a paz interior no meio do caos. No meio das feridas…

Há quanto tempo você compõe profissionalmente?

Prefiro me encarar como um amador. Nem diploma eu tenho, saca? Sou apenas “um cego tentando construir o seu próprio castelo” e não me envergonho disso. Busco apenas ser respeitado pelo que faço, pelo que penso. E gosto muito de compor. Eu costumo dizer que não sei tocar, sei criar! Sou criativo, acho esse meu ponto forte como “músico amador”. Saber fazer barulho. Sou autodidata nato. Claro, vou sempre dar o melhor de mim no que faço, pois sou perfeccionista. Uma vez doente, doente para sempre. (risos)

O Mandíbula já era algo que você executava enquanto sua antiga banda, a Monaural, ainda existia?

Eu executava apenas algumas coisas na guitarra, tinha as idéias sim e algumas delas estavam destinadas ao Monaural. Bastou uma coisa levar à outra. Um fim leva sempre a um novo recomeço.

O atual projeto atinge um público diferente?

Ainda não dá pra saber. Continua sendo rock. Rotulado ou datado? Eu gosto de pensar que to fazendo algo novo assim como todo mundo gosta. Mas essa ilusão de ser um revolucionário ou um grande inovador dentro do rock, nunca me entusiasmou. O tempo e o amadurecimento tomam conta disso para gente. É preciso um pouco de humildade para assumir que ainda se sabe pouco do que está fazendo. É apenas um começo despretensioso.

Quais são as principais referências musicais da Mandíbula?

Jawbox, Fugazi, Arcwelder, Slint, Shellac, Nirvana, Sunny Day Real Estate, Raul Seixas, Plebe Rude, Gang Of four…

Como é o processo de produção das músicas?

Sei lá, varia. Às vezes de um riff de guitarra, às vezes de uma linha de baixo. Não tem muita regra. Improvisando em cima de loops de bateria? E a coisa acaba tomando sua forma no final.

Como é compor, produzir e divulgar de forma independente?

É simples e ao mesmo tempo trabalhoso, basta você querer fazer. O lance de compor para mim sempre foi independente, apenas dependo da minha inspiração e criatividade… Agora produzir e divulgar… bem, eu comecei baixando os programas para gravação, tive que investir uma grana numa interface de guitarra e um controlador MIDI. Na Internet você encontra todas as ferramentas para fazer seu som de graça para download, desde a parte criativa até a finalização e divulgação. A Internet certamente é fundamental em todo esse processo.  Nos dias de hoje é meio difícil negar ou fugir dessa ferramenta poderosa e que está cada vez mais acessível às pessoas. Mas isso não quer dizer que tudo deva estar focado somente na Internet. O contato com as pessoas, as redes sociais, divulgação impressa, Zines, Revistas, etc… Tudo soma no resultado final.

Já está se apresentando ao vivo?

Não. Os ensaios com banda ainda vão se iniciar. Aguardo ansioso por isso! (risos)

O que você acha da mídia atual, especialmente a musical?

Às vezes sem conceito, às vezes conceitual demais! O que realmente é rock, não é rock para mídia. É uma inversão de papéis contínua. Mas o legal da mídia independente também é que todo mundo tem acesso a tudo e pode tirar suas próprias conclusões usando um pouco do seu bom senso.

O que acha dos festivais musicais que vêm acontecendo no país? Vai a algum? Que banda (s) mais quer ver?

Não vou, pois como disse, tô sem trampo!  Infelizmente perdi várias bandas que gostava e isso vai continuar até as coisas melhorarem. Espero que logo!

Se pudesse escolher fazer um show de abertura para alguma banda admirada, qual seria?

R.E.M? (risos). Com o Monaural abrimos para o La Carne! Isso já foi do c******.

A Mandíbula definida em poucas palavras…

Rock simples e direto. Sem gelo no pelo. Do meu jeito, sem frescura ou medo.

O que tem entre os dentes de um antissocial?

Resíduos da minha verdade…

“Essa ilusão de ser um revolucionário ou um grande inovador dentro do rock nunca me entusiasmou. É preciso um pouco de humildade para assumir que ainda se sabe pouco do que está fazendo. É apenas um começo despretensioso.”   – Ayuso

www.myspace.com/amandibula

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Written by Talita Lima

30/09/2010 at 1:21 PM

Publicado em Entrevista, Independente, Rock Nacional

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19 anos de Nevermind, o disco que mudou o rock nos anos 90

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Em 25 de setembro de 1990, Dave Grohl assumia o posto de baterista decisivo do Nirvana. Depois vieram um contrato com uma grande gravadora (DGC) e a clássica “Smells Like Teen Spirit”. Em 24 de setembro de 1991, o mundo conheceu Nevermind, segundo disco de estúdio do Nirvana, produzido por Butch Vig (Garbage). Ao primeiro single, “Smells Like Teen Spirit”, com um riff de guitarra impecável, seguiram-se outros singles importantes do mesmo álbum, como “Come As You Are”, “Lithium” e “In Bloom”, todos com seus vídeos executados massivamente na MTV ao longo dos meses.

Mesmo querendo constantemente renegar o estrelato e, apesar da trágica e precoce morte de seu líder Kurt Cobain, o Nirvana nunca deixou de ser um ícone da música pop a partir dos anos 90, quando (em 92) chegou às paradas de sucesso da revista Billboard com seu segundo disco em primeiro lugar, na frente até de Michael Jackson. A banda colocou a cidade de Seattle no centro das atenções da imprensa musical naquele início de década, trouxe a cena grunge à tona, criou mercado para o rock alternativo, mexeu com as mentes e corações de milhões de jovens e influenciou diversas bandas a partir de seu carisma, vigor e talento. Desde então, não há uma lista que nomeie os melhores discos de rock da década de 90 que não cite Nevermind. (Talita Lima)

Breve cronologia a partir do lançamento de Nevermind:

24 de setembro de 1991 – Nevermind é lançado e entra no 144º lugar da parada da Billboard. ¹

12 de outubro 1991 – Nevermind ganha disco de ouro. ¹

Novembro de 1991 – a MTV coloca no ar “Smells Like Teen Spirit”. ¹

11 de janeiro de 1992 – Nevermind alcança o primeiro lugar nas paradas. ¹

Fevereiro de 1992 – É produzido o vídeo para ”Come As You Are”. ¹

21 de julho de 1992 – É lançado o single com “Lithium”. ¹

Setembro de 1992 – A banda toca ”Lithium” no MTV Music Awards e fatura dois prêmios. ¹

Novembro de 1992 – O vídeo de “In Bloom” começa a ser executado massivamente na MTV. ¹

¹ HEITOR PITOMBO em Nirvana: A Última Super Banda de Rock.

Written by Talita Lima

27/09/2010 at 6:21 PM

A cultura presente na música

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por Martha Ferreira

Vamos falar um pouco sobre a cultura presente na música. Todos nós sabemos que a música existe desde que nos entendemos por humanidade e o mundo antigamente, como conhecemos, era dividido por diferentes sociedades, e a música acompanhava cada uma dessas tribos sendo diferentes uma das outras assim como elas. Cada música exerce uma cultura, sua diferença, mas creio que estão entendendo que o que quero falar é sobre as músicas engajadas nas culturas de uma especifica sociedade.

Graças à globalização e ao fácil acesso a internet, temos em mão a oportunidade de prestigiar cada uma dessas canções. A que mais me atrai são as tocadas em orquestras, apenas os instrumentais, mas convenhamos que todas são belas e nos traz um sentido diferente.

Acho mais interessante ainda os cantores que cantam músicas com estilo de outras culturas, que é o caso de Alanis Morissette que nos oferece músicas como “Mercy” com estilo africano, música cantada para a trilha sonora do filme “Amor sem fronteiras” e temos também “I ramain” também trilha sonora, do filme “O Príncipe de Pérsia”. Ao escutar a batida, as voltas na voz, podemos notar a cultura dançando nas partituras.


Written by Talita Lima

22/09/2010 at 10:18 PM

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Destaques do VMB 2010

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Imagem: Divulgação

por Talita Lima

A  sensação teen Restart ganhou nas cinco categorias em que estava indicada: Revelação, Pop, Clipe, Hit e Artista do Ano. Nada além do que já era previsto. Em meio às premiações, receberam vaias, talvez por abalarem um suposto reinado de Pitty, que ganhou na categoria Rock. Mas os destaques da noite foram a apresentação do músico pernambucano Otto, numa performance entusiasmada de “Crua”, e o prêmio de Aposta para Thiago Pethit, novato e talentoso compositor,  além das aparições do apresentador e humorista Marcelo Adnet. Fora isso, a MTV já teve VMBs melhores. Até a atração internacional, Ok Go, deixou um pouco a desejar – uma plateia pouco animada parecia estar esperando pelo hit “Here It Goes Again”, que não veio.

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21/09/2010 at 10:42 PM

Publicado em Crítica, Eventos

Fanático fã do Rush junta útil ao agradável

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por Jéssica Sampaio

Seguindo a temática de “Time Machine”mega turnê que o grupo canadense Rush está fazendo e que desembarca no próximo dia 8 de Outubro em São Paulo, Tânio Acácio mais um adorador do cinquentões canadenses foi elogiado nessa semana pelo seu site que homenageia o trio. Intitulado “Mcflybynight”,sátira a uma música do grupo, o portal possui um “curta” cômico chamado 2112 De Volta para o Futuro, paródia do filme que foi sucesso dos anos 80, mas que possui elementos da banda no roteiro, além de promover camisetas com diversas estampas do grupo, que são mostradas durante a trama e que podem ser compradas, no site, pelos fãs. Respeitado por diversas bandas covers brasileiras, pelo fã clube nacional e fóruns especializados, Tânio, diz que nem tudo foi fácil ou divertido na execução do longa “ Ficar acordado até altas horas não tem problema, o chato era que eu não podia ficar ouvindo Rush ao mesmo tempo em que eu gravava” afirma. O autor, conheceu a banda através do DVD “Rush in Rio” gravado no pais em 2002. Segundo ele, ouvir os canadenses é como “ deitar em um divã, a música se alastra até o inconsciente”.Mineiro, tem viajado atrás de bandas covers do Rush para divulgar seu trabalho e promete que abrirá um espaço em seu site para os adoradores do Rush “Eu vou abrir espaço para os fãs, com certeza tem muita história legal para se ouvir”,relata.
O Rush fará uma apresentação em São Paulo no Estádio do Morumbi e outra no Rio de Janeiro, no dia 10. Os ingressos custam de 160 a 500 reais.

Written by Talita Lima

18/09/2010 at 9:47 PM

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Hit de Lady Gaga leva sete prêmios no VMA

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The Fame Monster, álbum do hit "Bad Romance"

 

por Talita Lima

Realizado no último domingo (12), em Los Angeles, o Video Music Awards, tradicional premiação da MTV norte-americana, deu a Lady Gaga oito prêmios dos quais sete foram para o hit “Bad Romance“. Gaga concorria a 13 indicações no total. Na ocasião, a artista também revelou que Born This Way é o nome de seu próximo álbum.

Confira os prêmios de Lady Gaga no VMA 2010:

Melhor clipe feminino – “Bad romance”
Melhor clipe pop – “Bad romance”
Melhor coreografia – “Bad romance”
Melhor clipe dance – “Bad romance”
Melhor direção – “Bad romance”
Melhor edição – “Bad romance”
Clipe do ano – “Bad romance”
Melhor colaboração – “Telephone” (com Beyoncé)

www.ladygaga.com

Outros prêmios do VMA 2010:

Melhor clipe de rock: 30 Seconds To Mars – “Kings and queens”
Melhor clipe masculino: Eminem – “Not afraid”
Melhor efeitos especiais: Muse –  “Uprising”
Melhor cinematografia: Jay-Z & Alicia Keys – “Empire state of mind”
Melhor direção de arte: Florence and the Machine –  “Dogs days are over”
Melhor clipe de hip hop: Eminem – “Not afraid”
Artista revelação: Justin Bieber – “Baby”
Descoberta do ano: The Black Keys – “Tighten Up”

Written by Talita Lima

14/09/2010 at 8:37 PM

Publicado em Eventos, Pop Internacional

SP terá festival para celebrar música latina

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por Talita Lima

Entre os dias 21 e 25 de setembro, o Jockey Club, em São Paulo, será palco para o primeiro Telefônica Sonidos – Festival Mundo Latino. Como o  próprio nome sugere, a ideia do festival é reunir músicos latino-americanos de diferentes estilos, entre jazz, MPB, pop-rock e rap.

No line up, veteranos da música brasileira como Ana Carolina, Maria Rita, Nando Reis, Monobloco, Capital Inicial, o violonista Yamandú Costa e as jovens cantoras Maria Gadú e Ana Cañas, que dividirão o palco com artistas de outras nacionalidades como o grupo de pop-rock espanhol El Canto del Loco, o duo Calle 13, que mistura rap aos ritmos caribenhos, o multi-instrumentista e produtor argentino Pedro Aznar e o pianista cubano Alfredo Rodriguez, nada menos do que a nova aposta do produtor musical Quincy Jones, que trabalhou com Michael Jackson no álbum Thriller (1982).

Mais sobre programação e vendas aqui.

Written by Talita Lima

08/09/2010 at 9:32 PM

Publicado em Eventos, Música Latina, MPB